A OPÇÃO DO CRISTÃO PELOS POBRES

            Caríssimos irmãos e irmãs, neste mês gostaria de refletir com vocês um pouco sobre este tema, que de certa forma deve ser um dos pilares da ação da Igreja na sociedade.
            Como todos nós sabemos, desde o início da história da humanidade, Deus tem predileção pelos pobres, aqueles que sofrem, aqueles que são oprimidos, aqueles que são mais fracos, etc. Isso tudo podemos constatar em diversas passagens da Bíblia, tanto no Antigo Testamento, como  por exemplo vemos Deus tomar partido do Povo Hebreu em oposição à opressão do Faraó do Egito; como verificamos também no Novo Testamento, por exemplo às pregações de Jesus no Sermão da Montanha, as suas curas em relação àqueles que padeciam à margem da sociedade da época, etc.
            Baseado na reflexão de temas como estes, a Igreja fez também sua opção preferencial pelos pobres, principalmente a partir do Concílio Vaticano II.
Na América Latina, a Igreja caminhou no mesmo sentido, isto primeiramente na Conferência do Episcopado Latino Americano e do Caribe realizado em Medelím no ano de 1968, depois retificado em 1979 em Puebla. Santo Domingo em 2002 e Aparecida em 2007 estiveram na mesma sintonia.
A opção pelos pobres deve ser a opção particular de cada cristão, ou seja, se verdadeiramente tivermos o desejo de sermos cristãos, assim devemos agir, seguindo os passos e o exemplo do Mestre.
A melhor maneira de concretizarmos a nossa opção pelos pobres é através do trabalho pastoral da Igreja. Através dele temos condições de chegarmos àqueles nossos irmãos e irmãs que mais necessitam de nós. Aqui cabe um comentário: O pobre ao qual estamos nos referindo, são aqueles que não possuem condições sociais e financeiras, mas também é aquele que não possui nenhuma condição espiritual e religiosa.
Na comunidade existem diversas equipes pastorais que tentam realizar o seu trabalho no seguimento e na imitação de Jesus, Mestre e Pastor, seja realizando trabalhos na área da ação social, como, por exemplo, as pastorais sociais, ou seja, realizando trabalhos de anúncio e evangelização, como as pastorais da família, comunicação, sacramentais, etc. O trabalho social e a evangelização devem caminhar lado a lado. Temos obrigação de ajudar nossos irmãos nas suas necessidades materiais, porque sabemos que Deus não criou o homem para viver na situação de miséria e desolação, mas também temos a mesma obrigação de anunciarmos a boa nova da salvação a todos os que não a conhecem, lembrando sempre que o nosso ideal é o Reino de Deus. Não esquecendo deste princípio de que a Caridade e a Evangelização devem caminhar lado a lado, poderemos iniciar o Reino de Deus aqui na terra, e consumá-lo nos céus.
Faço um convite a cada um, para que pensemos sinceramente se estamos sendo um cristão que verdadeiramente segue os passos e o exemplo do Mestre, ou se nos dizemos cristãos apenas porque freqüentamos a Igreja.
O cristão verdadeiro é aquele que participa da sua Igreja e se compromete com a sua missão, e não aquele que a freqüenta simplesmente para satisfazer suas necessidades sentimentais. O Reino de Deus se constrói com mais ação e menos sentimentalismo!

Leandro Pereira Duarte
Coordenador da Pastoral da Comunicação