AS CERIMÔNIAS DA SEMANA SANTA
Durante a Semana Santa, a Igreja celebra os Mistérios da Reconciliação, realizados por Nosso Senhor Jesus Cristo nos últimos dias da sua vida, começando por sua entrada triunfante em Jerusalém e encerrando-se com a Festa da sua vitória sobre a Morte.
A Semana Santa é um período da Igreja Católica, muito rico liturgicamente. Todos os anos é muito perceptível o aumento do número de pessoas que vêm à Igreja participar das celebrações, porém, para sermos bastante sinceros, a grande massa, participa mesmo é da procissão da Sexta-Feira Santa, então, vêm nos o questionamento: Por que a maioria daqueles que se definem Católicos participa tão efetivamente da Celebração da Morte do Senhor e não participam da Celebração de sua vitória sobre a Morte e o Pecado? Por que será que a grande maioria das pessoas vem a Igreja para ver Jesus Morto e não para vê-lo triunfantemente ressuscitado? Será que essa participação se dá apenas por tradição? Será que as pessoas efetivamente sabem o que se celebra em cada cerimônia da Semana Santa?
Diante destes questionamentos, gostaria de maneira bastante sucinta apresentar o significado de cada uma destas cerimônias.
DOMINGO DE RAMOS: Recordamos a entrada triunfante de Jesus na cidade de Jerusalém, onde todo o povo de Israel o recebeu saudando-o com ramos de oliveiras nas mãos e aclamando-o como o Rei de Israel. Eis o sentido de utilizarmos ramos bentos nas missas e procissões neste dia.
QUINTA-FEIRA SANTA: Na Quinta-Feira Santa existem duas grandes celebrações, uma Missa onde são consagrados pelo Bispo os Santos Óleos que serão enviados para todas as comunidades, e serão utilizados nas cerimônias de Batismo, Crisma, Unção dos Enfermos e Ordenações; e outra onde se celebra a Instituição da Eucaristia, recordando a última ceia que Cristo fez com seus discípulos e deixou-nos o seu maior presente, sua presença viva e real no Sacramento da Comunhão. Nesta Missa o sacerdote repete o gesto realizado por Jesus de lavar os pés dos discípulos, Jesus quis nos mostrar com este gesto de humildade, que estamos aqui para servir ao próximo. Há também no final da celebração a Transladação do Santíssimo Sacramento, ou seja, o Santíssimo Sacramento é levado para um altar lateral ou local devidamente preparado para ser adorado pelo povo. O altar da Igreja é desnudado significando um profundo respeito pela paixão e morte de Jesus.
SEXTA-FEIRA SANTA: A Sexta-Feira Santa é o único dia em que não há celebração de Missa em lugar algum do planeta, também em sinal de respeito pela Morte de Jesus. Às 15:00 hs., horário da Morte de Cristo na Cruz, realiza-se a Celebração de Adoração da Cruz, símbolo máximo do amor que Cristo teve pelo mundo, instrumento pelo qual Ele deu a sua vida para salvar-nos e libertar-nos das amarras do pecado.
Á noite na maioria das paróquias costuma-se realizar a procissão do Senhor Morto ou procissão do Enterro, onde o Povo de Deus percorre as ruas de seus bairros carregando em andores as imagens de Jesus Morto e de Nossa Senhora das Dores, cantando e rezando piedosamente.
SÁBADO SANTO: Durante todo o dia a Igreja permanece fechada, recordando o período que o Senhor permaneceu no túmulo. À noite é celebrada a Vigília Pascal, onde a Igreja dedica algumas horas para rezar, meditar e celebrar a vitória de Cristo sobre a Morte. Nesta cerimônia muitos são os símbolos que representam a ressurreição de Cristo, o Fogo Novo, a Água, o Círio Pascal, etc. A cerimônia deve obrigatoriamente se iniciar fora da Igreja. Antigamente os cristãos passavam toda a noite em vigília. Trata-se da celebração mais importante para o Cristão Católico. A partir de então já é Páscoa.
DOMINGO DE PÁSCOA: Páscoa significa passagem; passagem de Cristo sobre a Morte, é tempo de alegria e vitória. A Páscoa não é comemorada apenas em um Domingo, mas em todos os domingos até a Festa da Ascensão do Senhor.
Leandro Pereira Duarte
Coordenador da Pastoral da Comunicação |