CAMPANHA DA FRATERNIDADE

A atividade foi denominada Campanha da Fraternidade e realizada pela primeira vez na quaresma de 1962 com Dom Eugênio Sales, que naquele momento era o Administrador Apostólico do Rio Grande do Norte. A princípio Dom Eugênio contou com a adesão de três dioceses do Nordeste e o apoio financeiro de bispos norte-americanos. Naquele momento a Igreja Católica, no Brasil e no mundo, vivia as inspirações e aspirações provenientes do Concílio Vaticano II e a Campanha da Fraternidade era um projeto que viria ao encontro de muitas das premissas propagadas a partir do Concílio.
A primeira Ação da Campanha da Fraternidade realizada pela CNBB aconteceu no ano de 1963 e a realização da Campanha no ano de 1964.
O Tema e Lema da primeira campanha foram inspirados na proposta do Espírito Santo que clamava no Concílio uma “Igreja em Renovação – Lema: Lembre-se: você também é Igreja”.
Foi em 1965 que Campanha começou a tomar forma daquilo que conhecemos hoje. Foram as CEB’S, a Ação Operária Católica e outros movimentos de Ação Social Cristão Católico que organizaram grupos, movimentaram pessoas para que a Campanha fosse se desenvolvendo ao longo dos anos.
A Campanha da Fraternidade é um instrumento pastoral de grande alcance evangelizador da Igreja. Porém, é também verdade que se não houver uma conversão profunda de cada batizado, se não houver verdadeiros cristãos que tenham uma fé sólida e autêntica, não seremos discípulos de Cristo e não faremos acontecer o Reino de Deus. Pois, não bastam nossas boas intenções, nossos valores e virtudes humanas, que são sempre válidos, mas, não são suficientes para salvar os homens de uma cultura de morte. É preciso ser dócil à Ação do Espírito Santo e nos converter seriamente, através da escuta da Palavra e da vivência dos Sacramentos.
A CNBB apresenta a Campanha da Fraternidade de 2009, com o tema “Fraternidade e Segurança Pública” e o lema “A paz é fruto da Justiça”.  A Campanha tem um papel relevante na sociedade brasileira e traz para todos os brasileiros a oportunidade de buscar a solução para este grande mal que aflige todos os homens, a violência. Na opinião do jurista Ives Granda Martins “A Campanha é um processo democrático e auxilia na formação de uma conscientização dos problemas em pauta. Precisamos nos empenhar para preparar melhor a sociedade”.
O Padre José Vanzella, secretário Executivo da Campanha da Fraternidade diz: “Na ação de 2009 devemos promover encontros sobre segurança para pais, priorizando os aspectos formativos sobre os informativos e valorizando o testemunho de vida com sua imensa capacidade formadora, para a criança e o adolescente. Pretendemos também desenvolver nas escolas, especialmente nas católicas, uma educação voltada para o exercício da cidadania e o compromisso de todos na conquista da paz e da segurança pública, capacitando de forma permanente os docentes, dentre outras ações”.

OBJETIVO GERAL DA C.F.

Suscitar o debate sobre a segurança pública e contribuir para a promoção da cultura da paz nas pessoas, na família, na comunidade e na sociedade, a fim de que todos se empenhem efetivamente na construção da justiça social que seja garantia de segurança para todos.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

  • Desenvolver nas pessoas a capacidade de reconhecer a violência na sua realidade pessoal e social, a fim de que possam se sensibilizar e mobilizar, assumindo sua responsabilidade pessoal no que diz respeito ao problema da violência e à promoção da cultura da paz.
  • Denunciar a gravidade dos crimes contra a ética, a economia e as gestões públicas, assim como a injustiça presente nos institutos da prisão especial, do foro privilegiado e da imunidade parlamentar pra crimes comuns.
  • Fortalecer a ação educativa e evangelizadora, objetivando a construção da cultura da paz, a conscientização sobre a negação de direitos como causa da violência e o rompimento com as visões de guerra, as quais erigem a violência como solução para violência.
  • Denunciar a predominância do modelo punitivo presente no sistema penal brasileiro, expressão de mera vingança, a fim de incorporar ações educativas, penas alternativas e fóruns de mediação de conflitos que visem à superação dos problemas e à aplicação da justiça restaurativa.
  • Favorecer a criação e a articulação de redes sociais populares e de políticas públicas com vistas à superação da violência e de suas causas e à difusão da cultura da paz.
  • Desenvolver ações que visem à superação das causas e dos fatores da insegurança.
  • Despertar o agir solidário para com as vítimas da violência.
  • Apoiar as políticas governamentais valorizadoras dos direitos humanos.